E-commerce – o que vem por aí?

E-commerce – o que vem por aí?

150 150 Sandra Turchi

O e-commerce cresce consistentemente no Brasil, apresentando índices superiores a 30% a.a., nos últimos anos. A perspectiva é encerrar 2010 com quase 25 bilhões de reais em faturamento, se incluirmos leilões, automóveis e turismo. Além disso, cresce a participação da baixa renda que, somada aos compradores anteriores, deverão compor um grupo de aproximadamente 23 milhões de pessoas consumindo on-line.

 (artigo para o Portal Mundo do Marketing)

A quantidade de internautas no Brasil é superior à população de muitos países, como França, Itália e Espanha. Esses dados justificam a busca crescente de novos varejistas por participar desse universo de oportunidades.

 Notamos o fortalecimento de grandes operações como Grupo Pão de Açúcar, Grupo B2W, WalMart, Carrefour, Magazine Luiza, entre outros. Porém, o principal movimento que percebemos hoje é a entrada de pequenas e médias empresas, seja para vender on-line, ou ao menos, divulgar suas campanhas e depois estabelecer seu negócio virtual.

 Os Clubes de compras, como ClickOn, Peixe Urbano, e o Save Me - que reúne a oferta de todos os clubes - demonstraram a força da web, inclusive para empresas que nem têm um site formatado ainda. Essas empresas, ao publicarem ofertas relevantes para os consumidores, puderam vender grandes lotes de produtos e, principalmente, de serviços, em curtíssimo espaço de tempo, gerando conhecimento de sua marca, trazendo novos clientes e novo faturamento.

 No entanto, as novidades não param por aí. Para outros negócios, as melhorias que podem ser feitas na exposição dos produtos ainda trarão excelentes resultados, como é o caso do setor de vestuário, muito desenvolvido nos EUA (sendo uma das principais categorias vendidas), pois já tinham tradição na venda por catálogos,e que migrou para a web, mas também porque lá existe um excelente sistema de numeração, o que não ocorre aqui.

 Para facilitar a escolha dos clientes, sites investem em tecnologia para otimizar essa apresentação, utilizando, por exemplo, realidade aumentada, sistema em 3D (que exige monitores adequados), entre outras novidades, fazendo com que o cliente possa visualizar melhor os itens que tem interesse em adquirir. Além disso, fotos de boa qualidade, que podem ser ampliadas por zoom e permitem ver detalhes do tecido, da costura e do acabamento, também são fundamentais.

 Embora a categoria ainda represente apenas 2% das vendas via web no país, segundo a consultoria e-bit, com essas e outras inovações que aprimoram a experiência de compra do consumidor, como ainda o aperfeiçoamento dos padrões de numeração é possível afirmar que há muito espaço para o crescimento também dessa categoria.

12 comments
  • Falando em vestuário, a Renner aderiu ha pouco tempo (13/10) ao varejo eletrônico e começou a comercializar roupas pelo site da loja. Ela investiu 5 milhões no novo modelo de comercialização!!
    Parabéns pelo artigo!
    Antonio Siqueira
    http://www.blogdoantoniosiqueira.com.br

  • Com certeza esses sites de compras mostram como o consumo através da internet tem potencial. As pessoas estão aderindo cada vez mais a eles e perdendo o medo de utilizar seus cartões de crédito para comprar. Para pequenas empresas, como a D’Accord, na qual trablaho, o e-commerce é o principal canal de vendas e é um canal que apresenta ótimos resultados.

  • Olá Sandra, de fato para que se firme o varejo de confecções na web é necessário uma padronização numérica entre as marcas. algumas lojas especificas de venda de roupas precisam por exemplo colocar detalhes das medidas por cada numero, exemplo medida em centimetros de altura, largura etc… é importante na falta de um padrão para que o consumidor se convença a adquirir, e a maioria das lojas virtuais ainda pecam nesse sentido. Mas trata-se de uma evolução e com certeza em determinado tempo comprar roupa será como comprar um livro pela web.

  • Ricardo Albuquerque 27 de outubro de 2010 at 17:33

    Olá Sandra. Participarei do curso em Recife nos dias 13 e 14. Você poderia me indicar alguma literatura sobre e-commerce?
    Gostaria de aproveitar e parabenizá-la pelo site e dizer também que sou seu seguidor no twitter. Estou muito ansioso pelo curso, até porque o nosso nicho de mercado não é de produtos de alto valor agregado, como imóveis.

    Grato,
    RA

  • Romano Couto Melotto 5 de novembro de 2010 at 11:29

    bom dia Sandra,
    como vai? o setor de vestuario realmente está nos primeiros passos em relaçao a comercio eletronico aqui no Brasil. apesar da boa qualidade dos nossos artigos falta a padronizaçao. vc sabia que o brasil é o unico pais do mundo com normas de conforto no setor calçadista. pra fabricar é necessario estar enquadrado nas normas no IBTEC.
    eu sou comerciante de calçados e acredito fortemente no futuro brilhante do e-commerce. na minha visao sobre e-commerce, as pessoas ja consomem mas a maioria ainda nao tem o habito. o verdadeiro BUMM está pra contecer.
    bem, o meu comentario tambem vem em forma de pergunta. eu pretendo iniciar uma modesta loja virtual. estou editando um blog sobre um assunto bastante original, minha mae faz customizaçao de sapatos. e depois de pronto vou começar a divulga-lo. se conseguir uma boa visitaçao quero montar uam loja virtual e comercializar artigos relacionados a vestuario festa.
    eu estou a procura de algum software operacional para lojas virtuais. acontece que os mais sofisticados sao muito caros. vc sabe se ja existe algum mais simples e mais barato ou mesmo livre?

    tenho lido muito as suas matérias. tanto no blog quanto no pgn. um trabalho admirável. parabéns

    att
    Romano

    • Olá Romano, desculpe, eu li seu comentário mas não tinha te respondido ainda.
      Eu não conheço softwares livres de e-commerce, mas uma alternativa que pode lhe interessar é conhecer o modelo de lojas prontas que tem no UOL HOST ou na LOCAWEB, dê uma olhada. Em geral o custo é algo como R$ 50,00/mês, e eles já disponilizam toda estrutura. Se vc for precisar de algo mais customizado precisará de uma agência especializada mesmo.
      Boa sorte, qquer coisa entrem em contato.
      abs
      Sandra

  • Olá Sandra,

    No caso de vendas para o trade, o e-commerce seria uma boa opção para diminuir o tempo médio de recompra?
    Se sim, existe algum modelo ideal para este tipo de e-commerce?
    Obrigada.
    Abs,

    • olá Marina, em linhas gerais sim, seria uma boa opção, mas seria necessário analisar em maior profundidade para indicar alguma ferramenta ou modelo.
      Obrigada pelo contato. Abs, Sandra

  • Oii pessoal, com o número crescente de sites de compras coletivas e de agregadores que lotam nossas caixas de e-mail eu uso o http://www.BusCupom.com.br que agrega os principais sites de compra coletiva do Brasil de uma forma rápida e limpa.
    Fica a dica.
    bjs

Deixe um comentário