Publicidade on-line X Relevância | Blog da Sandra Turchi | Comunicação e Marketing Digital

Publicidade on-line X Relevância

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150 150 Sandra Turchi

Muito se fala na web hoje sobre relevância. “O site tem que ser relevante”, ”o blog tem que ter conteúdo relevante” e assim por diante. Um dos principais fatores que geram essa necessidade é que se o site da sua empresa não for relevante ele não figurará nas primeiras posições dos mecanismos de buscas como o Google, Bing ou Yahoo. Isso falando da busca orgânica (não de links patrocinados) e como se sabe, se sua empresa não for encontrada nos buscadores ela realmente estará com problemas.

Mas o que isso tem a ver com publicidade? De início falamos sobre a questão dos links patrocinados, mas tratando de redes sociais, grande febre atual, a relevância ganha importância crucial. Isto porque, para que sua empresa faça qualquer ação que tenha em vista trazer receitas usando redes sociais, ela deverá pensar muito antes de começar, para descobrir como poderá levar algo de “importante” ao seu público-alvo.

É absolutamente inaceitável pensar em utilizar redes sociais como se utilizam as mídias tradicionais, como por exemplo a TV, na qual um filme comercial simplesmente invade a tela do consumidor que está lá, tranqüilo, vendo seu programa preferido, com um produto que ele, sequer, é target. Isso no mundo on-line é cada vez mais reprovável visto que a web permite grande segmentação e, conseqüentemente, comunicação adequada a cada perfil, por que continuar falando como se estivéssemos tratando com um milhão de pessoas iguais?!

Na internet é possível ajustar a comunicação para diferentes perfis, seja para o público GLS, para o público da terceira idade ou para o público infantil, adequando-se a linguagem, o layout, o horário, tudo enfim, como era o mundo ideal desejado pelos profissionais de marketing, porém, bem poucos estão sabendo utilizar essas vantagens, infelizmente.

Não se pode também atravessar uma conversa numa comunidade para ofertar produtos que não tenham pertinência com a discussão em pauta, muito menos pensar em ofertar algo fora daquele perfil. O conselho para as empresas interessadas em começar alguma estratégia de marketing em redes sociais é acompanhar certas comunidades, observar as discussões e verificar onde seu produto se encaixa.

É preciso compreender que em grande parte do tempo de navegação as pessoas estão buscando entretenimento e relacionamento, não apenas negócios e se a empresa não entender esse “jeito de funcionar das redes sociais” ela, literalmente, estará fora do jogo!

Além de não serem invasivas, as marcas também devem aprender a dialogar mais abertamente com seus públicos, visando uma relação transparente e duradoura, o que é simples na teoria e difícil de realizar na prática da maior parte das empresas que, em geral, não estão abertas a críticas e reclamações dos consumidores. Mas, para quem conseguir fazer isso, estará garantido um espaço de maior credibilidade junto ao seu público.

Há exemplos muito bons desse tipo de transparência, seja para falar com o público interno de uma organização, como fez o presidente do Santander Brasil, Fabio Barbosa, ao assumir esse posto, ou a Votorantin, que criou webconferences. Além disso há quem esteja sabendo utilizar as mídias sociais também para vender produtos, como a Dell no Twitter, ou para promover seus lançamentos como a coreana LG, com sua linha de refrigeradores.

Segundo estudos recentes do Ibope/NetRatings, o brasileiro passa mais de 35% do seu tempo on-line em redes sociais, o que não é pouco, tendo em vista que esse índice é bem superior ao tempo gasto nos portais. Daí pode-se concluir a importância dessas ferramentas para se aproximar do internauta.

Por mais que digam que esse tempo gasto ainda se concentra em atividades banais e sem importância, tem muita gente postando materiais excelentes e relevantes.

Artigo exclusivo para revista BtoB

7 comments
  • Sandra,

    excelente artigo. Creio que os profissionais de Comunicação e Marketing precisam saber dosar exatamente o uso de redes sociais em suas estratégias e não confundir tais redes com os meios tradicionais de propaganda.

    Ainda vejo redes sociais como formas de relacionamento e, com base nesse fator, é preciso compreender até que ponto estamos nos relacionando com um determinado público ou apenas divulgando um serviço ou produto.

    Daí a importância de, primeiro, estudar e observar as comunidades e discussões antes de se lançar nessas redes, como você menciona. Proteger a marca e inseri-la em redes requer conhecimento prévio.

  • Bruno Borrajo de Queiroz 13 de outubro de 2009 at 12:41

    Sandra ótimo ponto a ser discutido. Hoje muitas empresas e pessoas querem atuar e estar presentes nas redes socias e não sabem como. Quem vislumbrou este cenário há alguns meses ou anos atrás, hoje sabe muito bem como se relacionar com estes públicos que falam, criticam, discutem e recomendam produtos, empresas e serviços nestes ambientes.
    Digo que as empresas devem estar muito atentas a este cenário, mas que para chegar numa ‘gestão do relacionamento’ sugiro que façam os passos corretos para chegar neste nível: monitorar, analisar, criar pontos de contatos e ai sim se relacionar, tudo solidificado, estruturado e planejado.

  • Olá Sandra,
    Parabéns pelo Blog e pela matéria.

  • Uma rede bastante interessante e que é indispensável mencionar quando tratamos da bidirecionalidade da comunicação, propiciando de forma igualitária e acessível a participação dos públicos é o BLOG.
    Muitas empresas, instituições e personalidades ainda pecam ao trabalhar os blogs como se utilizam dos websites. Como Turchi colocou, estes novas ferramentas de comunicação, sobretudo as inseridas na web, devem ser entendidas como um mídia estratégica capaz de se metamorfosiar a atingir qualquer tipo de público através da comunicação ndirigida.
    Promover a comunicação é uma tarefa difícil, contudo tais ferramentas aplicadas corretamente dão flúido ao relacionamento.

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