Varejo brasileiro – Para onde vamos?

Varejo brasileiro – Para onde vamos?

150 150 Sandra Turchi

Com base no que foi apresentado na NRF-2009 (National Retail Federation) ficou claro não ser uma boa idéia os varejistas ficarem fora do comércio online, não apenas na questão de integração de canais, muito bem avaliada, mas também por que cada vez mais se percebe uma tendência de ampliação do consumo diretamente pela WEB.

Em 2008 foram mais de 8 bilhões comercializados via Internet no Brasil, com um ticket médio acima de 300 reais, o que é bastante alto, se comparado ao do varejo em geral. Além disso, é importantíssimo lembrar que a classe que mais cresce no país, a classe média, é a  grande  responsável pelo crescimento das vendas de computadores nos últimos anos e no acesso à Internet, ou seja, a tendência é que com o passar do tempo ela também aumente seu consumo online, afinal, ela já responde por mais de 75% do consumo interno no país.

Obviamente temos que relembrar também que, somente no Brasil, pelas últimas estimativas, mais de 50 milhões de pessoas estão navegando (os números mudam a cada dia), com um tempo gasto nessa atividade que é um dos recordistas mundiais. Isso é maior que a população de muitos países!

Sendo assim, o que antes era uma possibilidade, hoje é uma determinação. Pode-se observar o interesse crescente, inclusive nas pequenas e médias empresas, que tem procurado cada vez mais se inteirar do que é esse novo mundo digital, para tentarem se inserir nesse contexto de alguma forma. Pode-se ainda destacar nesse sentido a importância de instituições sem fins lucrativos voltadas para a disseminação de conhecimento e de serviços que sejam facilmente aplicáveis por esses empresários, como Sebrae, Associação Comercial de SP e camara-e.net, tendo em vista a falta de estrutura que normalmente se observa nas PME´s.

No evento de NY também foi destaque a satisfação dos consumidores adaptados a realizar suas compras via WEB, que se mostrou maior do que a observada dentre os consumidores do varejo tradicional. Isso é um ponto muito relevante, pois como a tendência é de integração dos meios ou de canalização para o e_commerce temos que ficar muito atentos, pois o cliente nesse ambiente tem um poder muito maior. Vou esclarecer. Em geral, imediatamente ao final de cada compra, ele é estimulado a dar sua opinião, através de pesquisas online destinadas a captar sua percepção logo após o consumo, sendo que os resultados dessas pesquisas ficam disponíveis para futuros consumidores consultarem e decidirem se é ou não uma boa idéia comprar nessa loja. Ou seja, o “antigo boca-a-boca” agora ficou ainda mais dinâmico, o que pode ser muito bom, ou não, dependendo de como a empresa estiver se posicionando nesse novo modelo de negócios.

Em algumas redes varejistas ainda se pode perceber que a equipe de vendas vê as vendas pela Internet como um concorrente, porém, se faz necessário quebrar urgentemente esse paradigma, e vê-la, sim, como uma grande aliada. Como exemplo, cito o movimento que ocorreu no mercado de vendas de automóveis, que hoje em dia utiliza esse canal como fonte para consulta a informações antes da compra, visto que em torno de 80% dos compradores visitam o site antes de ir a uma concessionária e essa passa a ter um papel de conclusão da venda, de uma forma muita mais ágil e prática.

Afinal, não é isso que o consumidor deseja? Informações disponíveis sobre os produtos ou serviços, com acesso simplificado e um processo de compra que seja ágil e prático.


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