O comércio nas redes sociais – Social Commerce

O comércio nas redes sociais – Social Commerce

150 150 Sandra Turchi

Por definição, Social Commerce é o e-commerce envolvendo o relacionamento entre pessoas. Isso sempre ocorreu em se tratando de comércio, porém, quando isso se expande para os relacionamentos no universo digital, então, pode ser considerado novo e muito estimulante, principalmente se lembrarmos que hoje há, no mundo, aproximadamente um bilhão de pessoas nas redes sociais. Como exemplo, temos o Facebook, criado em 2006, que ultrapassou o Google em tráfego semanal nos EUA. Se ele fosse um país seria o terceiro mais populoso do mundo. Além disso, a maioria do público nas redes sociais são mulheres, que coincidentemente são também a maioria do público consumidor. Até mesmo um novo termo já está sendo criado: o F-commerce, ou comércio via Facebook, que, por exemplo, já é explorado por companhias como Victoria’s Secret e Delta Airlines.

(Via Portal PEGN - Ed. Globo)

Como se sabe, as redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut etc.) ampliaram as possibilidades de troca de informações e influências, pois nelas as pessoas falam sobre seus interesses e dentre eles estão empresas, marcas e produtos. Elas interagem, por exemplo, buscando esclarecer suas dúvidas, bem como aquelas que outros usuários possam ter usando, para isso, a opinião de pessoas conhecidas ou não. Para se ter uma idéia, 78% das pessoas confia nas opiniões postadas na web, enquanto apenas 14% confia em anúncios.

Esse processo, cada vez mais, antecede as compras que possam ou não ser realizadas pela web, mas que, com certeza,nela se iniciam. Há diversos benefícios que os internautas descobriram nessa interação propiciada pelo Social Commerce como: economia de tempo, troca de experiências, redução do risco de uma compra inadequada, soluções baseadas em interesses comuns, aumento do poder de barganha, além, obviamente, de um relacionamento mais próximo com as marcas dos fabricantes.

Apenas para ilustrar como isso ocorre na prática, vou recorrer a um exemplo pessoal. Eu me vi recentemente numa situação nova e interessante. Tinha que comprar um carrinho para bebê, afinal, em breve teremos mais um morador em casa. Porém, ao chegar à loja me deparei com um número imenso de modelos e nenhum vendedor para esclarecer minhas dúvidas. Resultado: fui para casa e pesquisei na web a opinião de outras pessoas que passaram pela mesma dificuldade. Pude observar os comentários, analisar as funcionalidades e a pontuação (número de estrelas) para cada modelo e ainda comparar preços entre lojas, enfim, uma infinidade de informações foram obtidas em apenas um click. Feito isso, em uma viagem recente, pude adquirir com maior segurança um modelo mais adequado às minhas futuras necessidades e por um valor muito mais justo.

Por outro lado, as empresas estão ainda descobrindo que esse é também um caminho para elas próprias interagirem com seus consumidores, pois podem aumentar o seu conhecimento sobre eles, criar um vínculo, posicionar-se, através de uma comunicação direta, e monitorar os resultados dos impactos de suas ações. O que elas estão entendendo é que as redes sociais tornaram-se uma plataforma de interação para acompanhar e até mesmo antecipar tendências sobre interesses de compras. Porém, isso ainda é utilizado de forma incipiente, pois é um trabalho desgastante e muito diferente da mídia tradicional. Porque é uma outra coisa: não é propaganda, não é divulgação, é relacionamento e como sabemos, qualquer relacionamento dá trabalho. Exige conhecimento do outro e dedicação.

Portanto, fica o meu alerta. Se vocês e a sua empresa ainda estão se questionando se devem ou não fazer algo relacionado às mídias sociais, lamento, pois já estão atrasados. Você deveriam já estar se questionando sobre como fazer, pois isso não é uma moda passageira. É uma tendência e que realmente veio para ficar.

29 comments
  • O fato é que a maioria das empresas, ainda não entende corretamente o uso das mídias sociais.

    Entrar neste ambiente significa ter consciência, de que será necessário gerar conteúdo útil para clientes.

    Além disso, não estar neste ambiemte pode significar um risco a sua marca.

    Saiba porque lendo esse artigo:

    Mídias Sociais, Não é uma Brastemp!!
    http://www.madraint.com/2011/midias-sociais/midias-sociais-nao-e-uma-brastemp/

    abs//

  • No final das contas, as redes sociais acabam atuando como uma grande ouvidoria, em que os consumidores podem tomar suas decisões de forma mais segura e as empresas receberem um feedback sobre sua atuação no mercado.

    Além disso, a facilidade de se comparar preços e informações acaba modificando a estrutura competitiva de tal mercado, sendo imprescindível que as empresas realizem maiores esforços para compreender melhor a concorrência e as relações de consumo no cenário digital.

    P.S.: Ótimo post! Parabéns!

  • Parabéns pelo POST Sandra! Com certeza o s-commerce veio com tudo agora em 2011, mas nos resta saber se o desespero de todos em começarem a vender via redes sociais, sem um plano definido, sem estratégias, sem braços e parceiros com expertise no assunto, que tipo de resultados iremos começar a nos deparar.

    Mas acredito muito no sucesso e no potencial, principalmente Brasileiro, para idéias e inovações que veremos em todas as estratégias digitais que hoje é impossível não se pensar em digital sem redes sociais!

    abraços

  • Olá Sandra, boa noite!

    Quero explorar um pouco seu conhecimento, =|. Quais livros vc indicaria sobre o tema mídias sociais?

    Obrigado.

    • Olá Failon,
      Sugiro “A revoluçao das midias sociais”, do Andre Telles ; “Marketing na internet”, de Sheth e outros e “Marketing na era digital”, da Martha Gabriel.
      Abs,
      Sandra

  • Uma das ações mais importantes para começar com o Social Commerce é definir uma estratégia nas mídias sociais.

    Personalize sua página e gere conteúdo. Veja um exemplo no link:

    http://www.facebook.com/InboundMarketing.MadraInternacional?sk=app_10442206389

    abs//

  • Luiz (IBIAZE | make-up) 27 de Fevereiro de 2011 at 12:03

    Ótima matéria.
    Realmente as redes sociais vieram dar uma mãozinha as empresas e aos consumidores, em um caso o twitter serviu como protesto feito por consumidor insatisfeito pelo serviço não esclarecido, com retweet tudo foi resolvido. Mas, não adianta ter tudo nas mãos e não saber usar a ferramenta.

    Abç!

    @IBIAZE

  • Nossa, muito bom!
    Seu artigo abre também a oportunidade de pensar em como suprir necessidades nas lojas físicas. Na verdade, o meio digital serviu para vc como um step, para suprir a falta de um vendedor na loja.

    É importante que as empresas percebam que não adianta ser excelente no meio digital e falhar no relacionamento off. O ideal é que on e off se complementem para que a empresa seja excelente.

    😉

  • muito bom mesmo este Post. Com certeza social commerce é algo que chegou e vai ficar! No meu ponto de vista sobre o social commerce, o mais fascinante é o social search, pena que localizo poucos artigos, livros sobre este assunto, acredito que por ele ser relativamente novo. Se inclusive alguém tiver alguma dica de um bom livro, autor, etc. Agradeço indicações.

    • Ola Su,
      Não tem um livro especifico sobre isso. O meu livro trata disso mas ainda vai ser lançado nos próximos meses. Sobre Midias sociais, veja o livro do Andre Telles, “A Revolução das midias sociais”.
      Abs
      Sandra

    • Ola Su,
      Realmente o assunto é novo, não tenho nenhuma indicação de livros sobre social search, infelizmente. Se descobrir eu te aviso.
      abs
      Sandra

  • Sandra, estou trabalhando em um projeto de e-commerce e queria saber um pouco mais sobre o perfil do e-consumidor? Obrigada.

  • Thanks alot – your answer solved all my problems after several days strgluging

  • Bom dia Sandra, tudo bem?

    Excelente o seu artigo, reflete muito sobre um sistema que acabei de lançar juntamente com um amigo, o Compritada$ (http://www.compritadas.com.br) ele é totalmente voltado para o social commerce integrando o Twitter e o PagSeguro onde qualquer usuário que tenha uma conta no Twitter pode Vender, Comprar, Trocar ou Leiloar qualquer tipo de produto ou serviço e toda ação do usuário em relação ao produto do outro é enviado via DM. Ações essas: oferta de compra, proposta de troca, participação em leilão, postagens de comentários entre outras. E como é um sistema que está totalmente voltado para o social commerce, ele é 100% gratuito e qualquer pagamento é feito diretamente na conta que o usuário possui no PagSeguro. Pelo seu conhecimento sobre o assunto, gostaríamos que você acessasse o site do Compritada$ e nos desse a sua opinião.

    Abraços, Jônatas Lima
    relacionamento@compritadas.com.br

    Para mais informações: http://www.artigosecommerce.com.br/o-verdadeiro-social-commerce-do-twitter/

  • sandra estou fazendo um trabalho referente ao e commerce,voce poderia me mandar informações sobre este segmento.

  • Olá Sandra, como vai? Primeiramente parabéns pelo excelente post.

    Sandra, vejo as pessoas falares em social commerce como algo que parece ter surgido há duas semanas, ou que estar estritamente e unicamente ligado ao Facebook.

    O ponto que quero levantar é, social commerce não é mais velho do que Facebook? Aplicação de técnicas sociais dentro de sites de comércio eletrônico não surgiu bem antes do fenômeno Facebook? Ou seja, o objetivo do social não é criar engajamento de forma que outras pessoas sejam influenciada por minha decisão/posição/opinião?

    Como exemplo temos a possibilidade de poder escrever uma resenha sobre um produto, pontuar uma produto, indicá-lo por email para um amigo, e os métodos mais recentes como curtir, compartilhar nas redes sociais e mostrar para os amigos nas redes o que comprei não são todos formas de ações de social commerce em menor ou maior grau?

    Grato desde já.

    • ola Deivid, realmente vc tem razão, o social é mais velho que o Facebook, e essas colocações que vc fez são sim açòes de social commerce. Abraço!!

  • Profº Clayton Alves Cunha 10 de Janeiro de 2012 at 13:23

    ótimo Post profª Sandra! Como sempre esclarecedor.
    Uma pergunta. Quando uma rede varejista incentiva seus próprios clientes a desenvolver lojas virtuais via redes sociais, em algum momento isso não acarretará em canibalização das vendas do próprio varejista em algum momento ?

    • Olá Clayton, boa pergunta!
      Ainda é cedo pra dizer, mas não deixa de ser uma iniciativa ousada, não é?!
      Creio que pelo volume esperado não chega a canibalizar, mas como disse, ainda é cedo para previsões nesse sentido.
      Obrigada pelo seu contato e pelas suas palavras.
      Abraço!

  • Olá Sandra, esse foi o melhor artigo que encontrei sobre s-commerce. Parabéns pelo artigo e obrigada pelas dicas! Ajudou bastante para a manográfia. Você acha que as empresas podem utilizar o s-commerce como uma ferramenta para estratégias de marketing direto?

    • Olá Renata, muito obrigada pelo seu comentário. Que bom que ajudou na sua monografia! Se as empresas se relacionarem adequadamente com seus clientes pelas midias sociais pode ser que isso se aproxime do que era o sonho do marketing direto no passado, ou seja, um marketing one-to-one!
      Grande abraço!

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